5.14.2004
Cuidado com as intenções
Na edição de hoje o jornal Público traz uma notícia sobre uma reunião entre os ministros europeus da saúde e o homólogo americano. O objectivo da discussão foi o combate à obesidade.
Sensivelmente a meio da notícia vem o seguinte: “"Receitas milagrosas" é que ainda não há, mas os responsáveis pelo combate a este flagelo deverão encetar um longo trabalho de mentalização dos pais para que estes encorajem os filhos a "eliminarem" a televisão e os vídeojogos dos seus hábitos de lazer, em prol do exercício físico e dos desportos.”
Intenções destas dão sempre que pensar... Será que alguem acredita nisto? Convencer uma criança a não jogar videojogos nem a ver televisão? O combate ao sedentarismo é urgente mas exige-se a quem governa um pouco mais de pragmatismo e atenção à realidade dos nossos dias!
Sensivelmente a meio da notícia vem o seguinte: “"Receitas milagrosas" é que ainda não há, mas os responsáveis pelo combate a este flagelo deverão encetar um longo trabalho de mentalização dos pais para que estes encorajem os filhos a "eliminarem" a televisão e os vídeojogos dos seus hábitos de lazer, em prol do exercício físico e dos desportos.”
Intenções destas dão sempre que pensar... Será que alguem acredita nisto? Convencer uma criança a não jogar videojogos nem a ver televisão? O combate ao sedentarismo é urgente mas exige-se a quem governa um pouco mais de pragmatismo e atenção à realidade dos nossos dias!
5.12.2004
Do laboratório para o seu prato
A expressão és aquilo que comes levanta hoje mais dúvidas do que nunca! Hoje em dia torna-se difícil saber o que estamos realmente a comer! Objecto de debate, a engenharia genética está a modificar os alimentos que ingerimos e o mundo em que vivemos!
Enquanto cada vez mais organismos geneticamente modificados (ou alimentos transgénicos) entram no mercado, põe-se a questão: como vai essa alteração afectar o ambiente e como se reflectirá essa modificação nos seres humanos?
Alguns especialistas acreditam que os alimentos transgénicos são o factor decisivo para a evolução da agricultura e da saúde. No entanto, há quem veja neles incertezas e perigos. A União Europeia tem vindo a travar a investigação e a produção destes produtos. Contudo, poderá não tardar muito o seu aparecimento nas prateleiras dos supermercados! Seja um consumidor atento!
Para saber mais leia o artigo sobre alimentos transgénicos da Super Interessante do mês de Maio.
Enquanto cada vez mais organismos geneticamente modificados (ou alimentos transgénicos) entram no mercado, põe-se a questão: como vai essa alteração afectar o ambiente e como se reflectirá essa modificação nos seres humanos?
Alguns especialistas acreditam que os alimentos transgénicos são o factor decisivo para a evolução da agricultura e da saúde. No entanto, há quem veja neles incertezas e perigos. A União Europeia tem vindo a travar a investigação e a produção destes produtos. Contudo, poderá não tardar muito o seu aparecimento nas prateleiras dos supermercados! Seja um consumidor atento!
Para saber mais leia o artigo sobre alimentos transgénicos da Super Interessante do mês de Maio.
5.09.2004
Indústria alimentar
A propósito da relação entre a indústria e a alimentação, saiu na Visão de 6 de Maio, uma entrevista interessante com o professor e investigador Xavier Malcata. Os temas abordam a segurança alimentar e a convivência entre a investigação e a indústria. Como se sabe este segundo ponto é fraco em Portugal em muitos níveis e áreas industriais. Na leitura da entrevista é descrito como é que mesmo as pequenas e médias empresas podem, de forma simples, beneficiar com os resultados da investigação e simultaneamente financiá-la. Na relação com as necessidades com o consumidor, os probióticos são referidos como exemplo.
São aspectos como estes que fundamentam a ideia de que pode e deve haver uma relação positiva entre os alimentos produzidos e a saúde pública.
A ler.
São aspectos como estes que fundamentam a ideia de que pode e deve haver uma relação positiva entre os alimentos produzidos e a saúde pública.
A ler.
4.27.2004
"Sem rei nem rock"
Sabe o que significa "bifidus activo"? E "omega 3"? No entanto com certeza já comprou alimentos com estas menções! Não é de espantar, pois nunca como hoje as indústrias nos bombardearam com este tipo de alimentos, chamados funcionais!São alimentos desenvolvidos com o objectivo de melhorar uma determinada função vital do nosso organismo. Mas não tenha ilusões, podem contribuir para a prevenção de determinadas doenças, porém não as tratam!
A revista Única do Expresso de 17 de Abril publicou um artigo esclarecedor sobre estes "superalimentos"! Para além de divulgar todas as possíveis vantagens desta vasta gama de produtos, também alerta o consumidor para a ausência de enquadramento legal, nomeadamente a dose diária recomendada e os efeitos no organismo caso sejam ingeridos em excesso.
Sendo assim, beneficie dos alimentos funcionais, mas não demais...!
A revista Única do Expresso de 17 de Abril publicou um artigo esclarecedor sobre estes "superalimentos"! Para além de divulgar todas as possíveis vantagens desta vasta gama de produtos, também alerta o consumidor para a ausência de enquadramento legal, nomeadamente a dose diária recomendada e os efeitos no organismo caso sejam ingeridos em excesso.
Sendo assim, beneficie dos alimentos funcionais, mas não demais...!
Seminário da FIPA
Está a decorrer no dia de hoje um seminário das Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) onde um dos objectivos anunciados é o combate à obesidade.
Antes de mais é de realçar a importância da mensagem. O simples facto da indústria alimentar ter este tipo de discurso já é muito bom. No entanto, das palavras à prática a distância é enorme.
Sabe-se hoje, que mais importante do que a informação que os consumidores possam ter é o tipo de alimentos disponíveis para consumo. A indústria alimentar nesse campo é preponderante. Redução do teor de gorduras e açucares em alguns alimentos de grande consumo parece ser um bom caminho.
Isabel Sarmento, directora-geral da FIPA, todavia já disse no jornal Público que “rejeita a ideia de que a gordura ou o açúcar existentes nos alimentos disponíveis sejam responsáveis pelo crescimento do nível de obesidade dos portugueses”.
Perante isto só nos resta esperar que o seminário seja profícuo e que as conclusões saiam tanto a favor da indústria como a favor da saúde pública.
Antes de mais é de realçar a importância da mensagem. O simples facto da indústria alimentar ter este tipo de discurso já é muito bom. No entanto, das palavras à prática a distância é enorme.
Sabe-se hoje, que mais importante do que a informação que os consumidores possam ter é o tipo de alimentos disponíveis para consumo. A indústria alimentar nesse campo é preponderante. Redução do teor de gorduras e açucares em alguns alimentos de grande consumo parece ser um bom caminho.
Isabel Sarmento, directora-geral da FIPA, todavia já disse no jornal Público que “rejeita a ideia de que a gordura ou o açúcar existentes nos alimentos disponíveis sejam responsáveis pelo crescimento do nível de obesidade dos portugueses”.
Perante isto só nos resta esperar que o seminário seja profícuo e que as conclusões saiam tanto a favor da indústria como a favor da saúde pública.
4.19.2004
Chocolate
Temos novidades docinhas. Uma bênção caída dos céus para os amantes do chocolate preto: segundo a revista “Dietas sem esforço” nº 19 é divulgado que o “Chocolate preto é mais saudável do que o chocolate de leite”, pois segundo investigadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, descobriu-se que o leite anula o efeito antioxidante do chocolate. É também referido que “ O chocolate tem, na sua constituição, flavonóides, uma substância que cria o efeito antioxidante que protege o coração e o sistema circulatório”. Este tipo de notícias é a carta branca para a doce tentação e anula qualquer penitência dos “dark-chocoólicos”! Aviso: não se esqueçam que o chocolate, seja preto ou branco (nada de racismos!) é uma gordura de origem vegetal e, como tal, não devemos incentivar o seu consumo! Aliás, o sebo e a manteiga de cacau têm um perfil em ácidos gordos muito semelhante; a diferença é que o sebo suporta temperaturas muito elevadas, mas isso já tem a ver com o tipo de triacilgliceróis (são questões bioquímicas…). Bem, parece que o leite, para além de inibir a absorção de ferro também inibe o efeito dos flavonóides contidos no chocolate e … sabe-se lá mais o quê?! É esperar para ver!
3.30.2004
E que tal umas piadas?
E porque criticar também pode ser positivo, os kascagrossistas dão uma sugestão de leitura deveras interessante que associa a nutrição ao humor, com a serotonina pelo meio. Para os interessados clicar aqui. A autora é Judith Wurtman.
O texto, no entanto, apresenta umas pequenas incoerências. Como exemplo, no último parágrafo não se percebe qual é a associação que se pretende fazer. «É bom relembrar que muitos alimentos consumidos com bastante frequência – como leite, feijão e até batatas – possuem tantos hidratos de carbono quanto as proteína». O leite é de facto um alimento que possui quantidades semelhantes de hidratos de carbono (lactose) e proteínas. Contudo, dentro da mesma ideia é referida a batata que é uma fornecedorra por excelência de hidratos de carbono mas é pobre em proteínas. Pese estas pequenas incoerências o texto é agradável de se ler.
O texto, no entanto, apresenta umas pequenas incoerências. Como exemplo, no último parágrafo não se percebe qual é a associação que se pretende fazer. «É bom relembrar que muitos alimentos consumidos com bastante frequência – como leite, feijão e até batatas – possuem tantos hidratos de carbono quanto as proteína». O leite é de facto um alimento que possui quantidades semelhantes de hidratos de carbono (lactose) e proteínas. Contudo, dentro da mesma ideia é referida a batata que é uma fornecedorra por excelência de hidratos de carbono mas é pobre em proteínas. Pese estas pequenas incoerências o texto é agradável de se ler.
3.23.2004
Afinal podemos comer massa...
No passado dia 14 deste mês saiu na revista Pública, na coluna de Nutrição, um artigo de Judith Weinraub sobre massa, que começa por desmistificar a ideia de que as massas não podem ser consumidas por quem quer perder peso. Na verdade, o que torna um prato de massa pobre ou rico em calorias são os alimentos e/ou molhos que o acompanham.
Geralmente os textos deste suplemento do Público são de boa qualidade, mas desta vez há umas pequenas confusões...
“... do ponto de vista nutricional, as massas têm tudo aquilo que necessitamos, concluíram os cientistas e nutricionistas...”. Será que descobriram um novo tipo de massa?? Os alimentos completos são uma utopia!
Em relação ao índice glicémico (IC) da massa, inicialmente é referido que este alimento, por ter um baixo IC não deve ser misturado com outros hidratos de carbono; mais à frente, é afirmado que o índice glicémico torna-se mais baixo quando ingerido com outros alimentos ricos em hidratos de carbono como o grão e o feijão. Em que é que ficamos??? De facto a massa tem um baixo indíce glicémico, o que fisiologicamente é benéfico. Este tópico é motivo para uma longa conversa, mas por agora fica só a ideia!!
Geralmente os textos deste suplemento do Público são de boa qualidade, mas desta vez há umas pequenas confusões...
“... do ponto de vista nutricional, as massas têm tudo aquilo que necessitamos, concluíram os cientistas e nutricionistas...”. Será que descobriram um novo tipo de massa?? Os alimentos completos são uma utopia!
Em relação ao índice glicémico (IC) da massa, inicialmente é referido que este alimento, por ter um baixo IC não deve ser misturado com outros hidratos de carbono; mais à frente, é afirmado que o índice glicémico torna-se mais baixo quando ingerido com outros alimentos ricos em hidratos de carbono como o grão e o feijão. Em que é que ficamos??? De facto a massa tem um baixo indíce glicémico, o que fisiologicamente é benéfico. Este tópico é motivo para uma longa conversa, mas por agora fica só a ideia!!